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Atendimentos a mulheres vítimas de violência caem em Alagoas, diz HGE


HGE (Foto: Jonathan Lins/G1)

Dados do Hospital Geral do Estado (HGE) revelam houve uma queda no número de atendimento de mulheres vítimas de violência. Em 2017, foram registrados 2.970 atendimentos, contra 3.477 em 2015, uma diminuição de 507 atendimentos.

O levantamento revela que entre as principais causas para a entrada de mulheres no hospital está a agressão. No caso de violência corporal, o número de atendimentos caiu de 1.651 vítimas em 2015 para 1.338 no ano passado.

Quanto ao número de agressão por arma branca (faca, estilete, martelo) e de fogo, a unidade hospitalar prestou assistência a 792 vítimas por arma branca e 1.031 por arma de fogo em 2015 e 614 e 1.006, respectivamente, em 2017.

De acordo com o cirurgião-geral do HGE, Amauri Clemente, as mulheres vítimas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial buscam o hospital quase sempre sozinhas ou são encaminhadas por meio das polícias Civil e Militar ou pelos próprios familiares.

“De longe, a física é a forma mais frequente de violência sofrida pelas mulheres que chegam aqui. A maioria dessas pacientes vem por conta do espancamento. Elas revelam ter levado chutes, empurrões ou batidas. Há ainda casos mais graves, como ameaças com facas ou armas de fogo e tentativas de estrangulamento”, disse o médico.

Para o médico, a redução no número de atendimentos no hospital deu-se por inúmeros fatores, entre os quais, ele destaca a Lei Maria da Penha, que criou mecanismos efetivos para coibir a violência doméstica e familiar praticada contra as mulheres. Também segundo o profissional, a discussão que é feita, todos os dias, nas rádios, televisão, internet e nos jornais contribui para a redução dos casos.

“Já atendi uma mulher que apanhava os sete dias da semana. Hoje elas estão mais seguras e, caso sintam algum enquadramento por parte dos seus cônjuges, podem tomar as providências necessárias. Sem dúvida, as mulheres estão mais bem informadas e conscientes sobre os variados tipos de violência que podem vir a sofrer”, afirmou.

Por G1 AL